Nunca antes Blumenau estudou tanto um projeto como o da ponte Norte-Sul. Os estudos para este projeto superaram em muito as reuniões feitas na prefeitura que definiram a localização original da ponte entre a Beira-Rio e a Rua Chile. Você, cidadão comum que fica horas parado no transito da região, você que não é arquiteto nem é “amigo do rei” e nem mora na Ponta Aguda, foi convidado para elas? Ao menos ficou sabendo delas? Escutaram-nos apenas nas urnas quando elegemos o prefeito com a promessa de corrigir este erro.

Lendo as atas daquelas reuniões temos a certeza de que a localização original da ponte foi aprovada meramente por fatores de cunho turístico, onde teriam uma imagem melhor do Castelinho e de cunho imobiliário, pois manteria boa parte da Ponta Aguda com ares de um paraíso bucólico onde de tão pouco uso o mato cresce ao redor dos paralelepípedos e ruas podem ser fechadas para receber a feira-livre com produtos fresquinhos e isso tudo a 600m da Rua XV de Novembro. Espaço que de tão cobiçado fez surgir empreendimentos luxuosos mesmo contrariando o tão defendido e ultrapassado plano diretor dos anos 70.

Para os críticos parece que nunca foi problema o fato da Rua Rodolfo Freygang ser tão estreita, nem a sinuosidade da entrada pela Beira-Rio, não importa que caminhões tenham que usar o anel viário norte e muitos usam ilegalmente a Ponte dos Arcos. Algum crítico lembrou que agora temos um corredor de ônibus na Beira-Rio? Ele está naquele EIV? Existe ainda o futuro binário que iria despejar duas pistas sobre uma Beira-Rio lotada o que levaria a reativar o semáforo do Castelinho e é claro que lembramos o que aconteceu quando ele foi instalado. Por fim aquela ponte sepultaria nosso sonho em ver um dia a Rua XV de Novembro transformada num calçadão ou alguém se atreveria a cortar um calçadão com um corredor de serviços extremamente movimentado?

A ligação Velha-Garcia de certa forma já existe, chama-se “Morro da Cia” e tem funcionado bem, mesmo que de maneira provisória. Concentremo-nos em resolver um problema de cada vez. A responsabilidade é nossa, não do prefeito.

Leandro Karasinski

Texto publicado no Jornal de Santa Catarina em 22/08/2014

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Permito-me expor 10 motivos favoráveis à mudança da posição da ponte central em Blumenau, da Rua Chile para a Alameda Duque de Caxias/Alwin Schrader/Itajaí, para reflexão:
 
1. Reforça os anéis viários da cidade, pois elimina o fluxo perpendicular as 3 vias principais do centro.
 
2. Retira do centro, o anel perimetral, pois a Rua Chile fica bem no meio da Beira Rio.
 
3. Substituirá a aberração da passarela, que seria pouco utilizada, portanto, o dito conflito, já era previsto. Além do mais, pontes costumam ter calçadas anexas, o que pode fazer o mesmo papel da passarela. Porque gastar dinheiro numa ponte só para bicicletas e pedestres?
 
4. Irá complementar a  futura ligação Velha-Garcia, parte do anel perimetral, fundamental para garantir o futuro da cidade.
 
5. O Frohsinn, local com movimento altamente direcionado para um público específico, não atrapalha a nova ponte. Atualmente ele é um imbróglio para a administração pública. Faça saber que se encontra até fechado.
 
6. Incentivo à mobilidade central de pedestres e ciclistas, pois diminuirá o trânsito do centro, leia-se Beira-Rio e transversais. Além de manter a mobilidade dos mesmo, já prevista no projeto original.
 
7. Mudança de opinião, não significa desrespeito, muito pelo contrário, significa evolução.
 
8. Urbanistas competentes, sempre estão abertos a novas discussões. Não existe desrespeito, existe o melhor para a cidade.
 
9. Como cidadão, eu não me sinto desrespeitado. Sinto-me prestigiado, pois o governo nos escutou, afinal, foi a pressão popular que fez o prefeito repensar o projeto. 
 
10. Respeito para com a opinião popular, que pode até não entender de trânsito, mas vive o dia a dia do caos construído pelas pessoas que agora insistem em dizer que tem a solução para resolvê-lo. Se não o fizeram antes, porque fariam agora? Que venham as mudanças.
 
Senhor prefeito, decida de acordo com o que dizia na campanha, quando nos encantou prometendo renovação política. Planejamento urbano exige visão em longo prazo e compromisso – apenas – com o futuro. Seja corajoso, e se for para o bem da cidade, altere o projeto o tanto quanto for necessário. O atual projeto, contém 10 anos de atraso na quantidade de carros e prédios.
 
Como disse Juscelino Kubitschek: “Costumo voltar atrás, sim. Não tenho compromisso com o erro.”, ou então, como disse Charles Kettering: “O mundo detesta mudanças e, no entanto, é a única coisa que traz progresso.”

Tem circulado por diversas redes sociais, um texto criticando o SETERB. Teoricamente assinado pelo Sr. Jorge Carlos Tavares, um advogado. Tenho minhas dúvidas se um advogado escreveria um texto tão equivocado como aquele.

Sempre fui um crítico do SETERB, dezenas de situações que noutra ocasião poderei descrever, mas desta vez, sou obrigado a defende-los.

No caso em questão, os agentes agiram na mais correta forma em que foram capacitados. Não podemos deixar que a raiva de um infrator sobreponha as provas nas fotos que este senhor tirou.

O Sr.  Jorge, ficou indignado, assim como muitos ficam, pelo fato do carro da GMT estar estacionado sobre a faixa de pedestres, acontece que o agente de trânsito PODE estacionar ali, mesmo tendo espaço para estacionar em outro local. Isso está previsto no Art. 29, $ VIII:

“VIII – os veículos prestadores de serviços de utilidade pública, quando em atendimento na via, gozam de livre parada e estacionamento no local da prestação de serviço, desde que devidamente sinalizados, devendo estar identificados na forma estabelecida pelo CONTRAN”

Portanto, por mais raiva que possamos nutrir sobre o ocorrido, os agentes estavam na legalidade. Um caso semelhante, ocorre quando nos deparamos com um carro forte, parado em fila dupla, na Rua XV, bem às 18:00 horas. Apesar de nos causar um sentimento de inconformidade, ele está dentro da lei, pois goza de livre estacionamento.

Agora, o Sr. Jorge, reclama que o agente não se identificou pelo nome, mas isso não é obrigação do agente de trânsito. Ele nem pode. O agente, justamente para determinar a impessoabilidade da ação, nunca se identifica com o nome dele, apenas com o registro dele. Se você ler a multa, está lá escrito:

6 IDENTIFICAÇÃO DA AUTORIDADE OU AGENTE AUTUADOR

1- NÚMERO DE IDENTIFICAÇÃO

Sequer existe espaço no talão de multa para o agente colocar o nome, apenas o número de identificação dele perante o SETERB. Portanto, deixemos a raiva de lado e pensemos, mas para que o Sr. Jorge queria saber o nome do agente? Não precisa, basta o número da identificação. Certo?

E agora a pior desculpa da raiva do Sr. Jorge, ele disse que parou para um pedestre passar. Mas ali na foto, mostra claramente que ele estava estacionado logo após o ponto de ônibus do HSC, e para quem conhece o lugar, sabe a rua é bem larga justamente por causa do ponto. Se ele estivesse parado para um pedestre passar, ele teria que estar mais no meio da rua, até porque, note que passou um ônibus do lado, ou seja, imagino que ele estava esperando a esposa, namorada ou alguém vir do HSC, ou parou para deixar alguém no ponto de ônibus. Ali é típico isso acontecer, assim como no começo da Rua Araranguá e na rua do Centro Clínico (fila dulpa).

Não existe a mínima possibilidade dos agentes terem multado o Sr. Jorge, por ele ter parado para um pedestre atravessar. Esta versão fantasiosa tem apenas o objetivo de denegrir, perante a população, a imagem dos agentes de trânsito. Um texto carregado de inconformismo que ultrapassa a barreira do razoável. Espanta-me ter partido de um advogado, se é que foi ele que escreveu o texto.

Nessa o Sr. Jorge amargou com o prejuízo da infração. Espero que ele tenha aprendido a não estacionar em local proibido. E deixo aqui os parabéns ao SETERB.

 

Em dezembro de 2003, nosso colunista mor escreveu o texto abaixo. Em Agosto de 2009 ele publicou no blog, e foi categórico:   “encerro os repetecos”. Particularmente, acho que o texto deveria ser republicado sempre nos finais de anos, para começar bem as festas.

Abaixo, segue o texto:

Típico

Não é fácil ser um blumenauense típico. Mal acaba de desembrulhar os presentes de Natal e já carrega o carro, colchão enrolado em cima, o aparelho de TV acomodado entre a imensa bagagem, crianças, o cachorro, câmara de ar que será bóia, tudo apertado, rumo à estrada que a praia está chamando.

Fila na rodovia, calor danado, capaz de chover, para de berrar, menino!, engarrafamento inevitável em Gaspar, quatro horas de viagem para um trecho tão curto, o chevetão só ferveu uma vez, enfim o mar.

E então é aquilo de sempre, todos numa casa de dois quartos, a mulher trabalha feito  moura, ele paga todas as despesas – o cunhado que sempre aparece nunca se coça – cadê o menino, pelo amor de Deus, eu disse para ficar olhando, picolé, areia na sunga, queimadura de sol, ui como arde, bota vinagre, o banheiro sempre ocupado, o cunhado é desregulado.

Dormir amontoado não é mole, o cunhado é flatulento, pudera, come feito um cavalo, ainda se colaborasse, mosquitos, pagode no vizinho até de madrugada, mania de soltar foguetes, ô!

Quando acaba o feriadão repete-se a viagem, agora em sentido contrário, fila de novo, só deu um dia de sol, diabo de chuva, congestionamento irritante em Gaspar, o chevetão ferve de novo, enfim o lar.

Descarrega-se toda a tralha, cuidado com a TV, será que esquecemos alguma coisa?

O menino! Cadê o Wanderson Kleyton?

A mulher desmaia, a sogra abre falação, o cachorro mijou dentro do carro, calma, liga pro vizinho, pra polícia, eu volto para buscar, alguém me empresta um carro que o chevetão está no bagaço…

Leva um ano para curar o estresse das férias.

(Valther Ostermann – Dezembro/2003)

A igreja quer que o aborto continue criminalizado. É crime praticar aborto.

Estatística: 1 milhão de abortos anuais realizados no Brasil !! É fato. É estatístico! É real!

A igreja quer que continue assim. Mandou imprimir milhões de panfletos para o povo votar contra a Dilma. Então vamos começar a perguntar, quem mata crianças? A igreja ou o governo?

Imagine a seguinte situação:

Mãe solteira, 17 anos, pobre, está grávida. Uma descrição conhecida por todos nós.

Hoje, com o aborto sendo um crime, está jovem não tem a quem recorrer. Desesperada, descobre uma clínica que a amiga da vizinha da prima indicou. É uma clínica de aborto clandestina. Fica num prédio, que de tão precário, parece que vai desabar. Sujo, imundo, uma “enfermeira-chefe” vem e fala: “Esta tudo bem, o “doutô” faz isso toda hora.”

Começa o crime: O “doutô” enfia o aspirador e suga o feto. De tanto cutucar, a menina começa a passar mal. Hemorragia, convulsão, levam ela pro hospital. O SUS atende, trata, mas já é tarde de mais. As duas crianças morreram. É o que a igreja quer. Fim.

Com o aborto descriminalizado.

Desesperada a jovem se dirige a um hospital e é atendida pelo SUS. Explica seu drama. Uma assistente social e uma psicóloga assumem o caso. Conversas, ombro amigo, atenção, cuidados, era tudo o que a menina queria e que agora tem. Mas ela está decida, quer abortar. Diz que o pai dela vai matar ela se descobrir.

Então vem a parte dois, enquanto a psicóloga cuida da menina, a assistente social conversa com a familia. Psicólogos e assistentes socias, são de humanidade indescritível.

Mais conversa, mais atenção, carinho, explicações, convencimento. A gravidez é assumida, a menina desesperada não está mais sozinha, não é mais criminosa, não está mais perdida, tem gente que se importa com ela. As duas crianças estão salvas.

Sim,  claro, muitas continuarão irredutíveis e irão desejar o aborto, mas milhares serão salvas.

Quem mata crianças? A igreja ou o governo?

Seterb fala de corredores de ônibus pela cidade. Comerciantes se armam. Vão perder as vagas de estacionamento. Daí pergunto: Como o Seterb pensa em fazer isso? Acho que ele não culhão para isso.

Tenho dois exemplos para demonstrar minha tese.

Primeiro,  Av. Martin Luther, quem aqui não se lembra quando demarcaram três pistas do começo ao fim eliminando todas as vagas de estacionamento e assim tornando o tráfego mais ágil no local? As marcas da tinta ainda estão lá no chão e por vezes confundem o motorista mais distraído. O projeto não deu certo. Comerciantes se armaram de lágrimas e conseguiram reverter o processo. Resultado, afunilamento de três para duas pistas a 50m do começo da rua e as suas conseqüências são vistas na Beira-Rio até o Shopping da Beira Rio e na Rua XV de Novembro até o Bando do Brasil. Faltou culhão do Seterb para manter o projeto, e mais uma vez o trânsito que se lixe.

Segundo, Rua Benjamin Constant, quem já não passou por lá e viu que uma das pistas é estreita e a outra é larga? Devem pensar que o cara que pintou aquilo estava bêbado, mas não, era para ter uma ciclo-faixa em toda a extensão da rua. Mais uma vez, comerciantes munidos de lágrimas e de uma decisão judicial, suspenderam o desejo do Seterb e da Sec. de Planejamento. Resultado: A obra esta pela metade, e pior, causando muitos acidentes com bicicletas que, sem saber por onde passar andam na faixa estreita da rua, dividindo o espaço com carros e ônibus e as ultrapassagens pela direita porque, sim, tem motorista que acha que a Benjamin Constant tem duas pistas num sentido e um noutro. Faltou culhão do Seterb para manter o projeto e derrubar a liminar na justiça.

Agora vêm os corredores de ônibus. Porque devo acreditar que o Seterb terá culhão desta vez para manter o projeto? É ver pra crer. Dou uma sugestão, apesar de saber que o Seterb não aceita sugestões. Não esperem o corredor. Proíbam já agora o estacionamento na Av. Martin Luther e ajudem a fluidez do trânsito com três pistas. Pintem a ciclo-faixa da Rua Benjamin Constant, não esperem o corredor, salvem os ciclistas que quase todos os dias sofrem acidentes ali.  O Seterb tem culhão? Não creio.

Sábado resolvi economizar a grana que iria gastar com um pintor e resolvi pintar o canil. Decido fui à Construcolor comprar o que precisava. No início achei que iria perder um bom tempo para ser atendido, afinal, é nos sábados que nascem os pintores, e infelizmente os vendedores não se multiplicam com tal velocidade.

Para minha surpresa, quando entrei na loja um prestativo vendedor me aguardava, como se eu tivesse marcado hora com ele. Cordialmente me cumprimentou, perguntou meu nome, e desde então me tratou por ele. Pacientemente resolveu meu problema, imagine o que é um vendedor acostumado a lidar com termos técnicos e com pintores profissionais, ter de agüentar um amador num sábado de manhã procurando dados de 5 anos atrás no computador.

Pedido feito, nota emitida, venda efetuada, despediu-se e me encaminhou ao balcão de retirada. Chegando ao balcão, o atendente já estava ciente do meu caso. Cordialmente me pediu para aguardar, pois já estavam misturando as cores. Dois minutos se passaram e me foi entregue a lata de tinta.

Definitivamente, achei que não existissem mais lugares como a Construcolor. Deu-me vontade de pintar a casa.

Diz o ditado que se você mentir sobre um determinado assunto para si mesmo por muito tempo, chegará uma hora que você efetivamente irá crer que aquilo é verdade. É mais ou menos o que acontece na prefeitura.

Quando penso que o prefeito de Blumenau e seus súditos, já gastaram toda a sua inteligência para tentar subestimar a nossa, vem o líder do governo vereador Fábio Fiedler e diz que não perdemos os R$10 mi da margem esquerda. Isso é que eu chamo ignorar a inteligência do eleitor.

Dizem que o dinheiro será reaproveitado em outras áreas. É de chorar de tanto rir, porque perdemos sim esse dinheiro, e pior, agora a prefeitura quer pegar um outro projeto mal feito (drenagem da Vila Nova) dar uma recauchutada nele e tentar pleitear novamente a verba perdida.

Eu vejo o prefeito como uma pessoa com grandes idéias e excelentes intenções mas extremamente mal assessorado, seus secretários ofuscam e afundam as suas intenções. Literalmente enganam ele a toda hora.   Tanto que ele chega a acreditar.

Não me recordo de uma gestão que tenha levado tantos puxões de orelha da justiça. A justiça teve que obrigar o prefeito a pintar as faixas de segurança da cidade, a justiça teve que impedir a safadeza do esgoto. Quando, em sã consciência, alguém imaginou em mudar a lei para se adequar a um contrato mal feito pela assessoria do prefeito? Ainda temos a justiça impedindo o aumento da passagem dos ônibus, e agora para provar o que digo, o SIGA reapresentou o mesmo aumento acrescido do prejuízo que eles mesmos se provocaram ao não aumentar corretamente da primeira vez, e é bem provável que o prefeito, mal assessorado pelo Rudolf,  aprove o aumento. Pelo menos o Ivan Naatz terá menos trabalho dessa vez, já que basta tirar um cópia do processo em andamento, mudar uns números e reapresentar ao juiz.

Para terminar ainda teve o “teste” do semáforo da beira-rio que parou a cidade.

Com assessores deste quilate não tem prefeito que dure.

Enquanto os políticos da situação reclamam do veto do Lula sobre os R$ 2 milhões que o projeto da MegaSena iria trazer para SC, o Prefeito de Blumenau acaba de perder R$ 10 milhões do PAC para revitalizar a margem esquerda em Blumenau por pura incompetência. Em sua forma ditatorial de governar, não aceita mudança e por isso foi-se o dinheiro.

Será que agora o Fábio Fiedler vai querer aprovar uma moção de repúdio ao prefeito JPK ? Afinal R$ 10 milhões é cinco vezes mais do que os R$ 2 milhões da megasena, isso sem contar que o projeto da megasena era dinheiro para SC toda, enquanto que o dinheiro perdido do PAC era apenas para Blumeau.

Fonte: http://www.comiteitajai.org.br/index.php/prevencaoenchentes/210-ministerio-das-cidades-cancela-projeto-margem-esquerda-de-blumenau.html

Com a palavra, o vereador Fábio Fiedler.

É claro que todos vão bater no Lula agora, afinal, vetou um projeto que iria trazer dinheiro para SC. Mas de quanto é este valor? Num prêmio como o jogo anterior que estava acumulado, a caixa arrecadou R$ 25 milhões, SC iria receber R$ 11,75 milhões, uma mixaria.

O verdadeiro problema é a incompetência das autoridades em fazer os projetos para conseguir os recursos. Não existe projeto! Se SC apresentasse projetos decentes, teriamos o dinheiro.  Devemos seguir o exemplo da Bahia que apresentou e levou uma bolada e não ficar choramingando por aí.

O Lula abriu um crédito de R$ 1,6 bilhão para lidar com situações de calamidade pública. Mandou naquele ano R$360 milhões para atender a calamidade em SC. Reduziu temporariamente o IPI para alíquota zero ajudando os empresários (e eles não repassaram isso pra nós),  autorizou aos moradores de todas as cidades atingidas o saque do FGTS.  Enfim não se omitiu.

Acho que se aqui temos um culpado, é o governo do estado (leia-se o tridente do DEM-PMDB-PSDB) que não tem competência para elaborar os projetos e trazer esse dinheiro. É mais fácil fazer um teatro e um jogo de cena fazendo um estardalhaço por nada. Tirando o foco do real problema.

O Lula já falou, sem projeto não tem dinheiro e nisso infelizmente temos que concordar, até porque se este dinheiro vir para SC sem um projeto ele com certeza se perderá nos cofres obscuros do nosso governo estadual. Imaginem o que o governo do tridente iria fazer com R$11,75 milhões em sua conta, sem ter um projeto em contra partida? Provavelmente comprar mais algumas baterias ou então guitarras para a ALESC.

Não precisamos das migalhas da mega sena e sim de gente competente para trazer o grosso do dinheiro pra cá.

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